quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Aventuras Fantásticas - a blast from the past!

Redescobri no ano passado, já nem me recordo ao certo como, a colecção "Aventuras Fantásticas". Para aqueles de vós que largaram há poucos anos as fraldas ou que, por qualquer outro motivo tiveram uma infância que não vos proporcionou a oportunidade de contactar com estes livros, a melhor forma de os descrever é dizendo que são o Star Wars: Knights Of The Old Republic (tinha utilizado o World Of Warcraft como primeiro termo de comparação, mas não penso que seja o mais adequado já que o WOW é um jogo online e colectivo) de uma altura em que os computadores ainda ocupavam T2 inteiros e eram, por isso, bastante inacessíveis.

A minha última adição à colecção,
uma oferta do meu bom amigo Hermano.

Os livros da colecção são, basicamente, RPG (Role Playing Games) em livros, ou, numa descrição mais portuguesa e para quem não domina os conceitos dos videojogos, são livros-jogos. O conceito é explicado na Wikipedia, que aqui citamos:
Uma aventura solo (também conhecida como "livro-jogo") é uma variação do RPG convencional. São aventuras que se pode jogar sozinho, uma alternativa aos jogos de RPG que exige um grupo de pessoas para jogar. (...) Existem diversas vantagens em uma aventura-solo. A mais evidente, é a ausência da necessidade de um grupo para jogar. O fato de já existir uma história pronta em certas circunstâncias também pode ser considerado como um ponto positivo, uma vez que mestres inexperientes poderiam ainda não conseguir criar uma boa história. Existem também desvantagens. O primeiro ponto é a linearidade. Embora você possa fazer múltiplas escolhas durante o jogo, suas opções já estão definidas no livro. Você não pode fazer o que quiser, pode apenas escolher o que fazer dentro das escolhas que o livro oferece. (...) Salvo raras excepções  não costuma existir muita continuidade - uma aventura solo acaba assim que termina o livro, não podendo se transformar em uma campanha como um RPG comum.
A colecção de que vos falo, da autoria de Ian Livingstone e Steve Jackson, foi editada em Portugal pela Editorial Verbo. Foram editados 38 livros, tendo depois a editora descontinuado a colecção.

Admito que não me recordo ao certo da linha temporal em que os livros foram editados, mas recordo-me de ter tido o primeiro contacto com eles através do filho de uma patroa da minha mãe. Não sei já qual era o livro, mas embora criança na altura, achei todo o processo de jogar/ler o livro fascinante, embora, se bem me lembro, nunca o tenho jogado de acordo com as regras, antes assumindo que ganhava todas as batalhas com que me cruzava durante o jogo. Aliás, sejamos honestos, ainda hoje faço alguma batota ...

Apesar de nunca os ter coleccionado na altura, hoje tenho alguns livros que fui adquirindo através de trocas, lojas online, doações como a do Hermano ou "Feiras da Ladra". Apesar da crescente procura por estes livros, a verdade é que grande parte deles não valorizou tendo em conta que foram bastante populares na altura, motivo pelo qual podem ser hoje comprados a preços baixos (alguns dos que comprei novos custaram-me apenas 2€ cada).

A minha muito humilde colecção.

As histórias, embora hajam algumas excepções à regra, têm um certo toque de medieval em si, pegando em alguma da mitologia europeia desses tempos. Não será preciso procurar muito até nos vermos obrigados a lutar contra ogres, trolles ou outros fantásticos seres normalmente associados ás flores europeias. Além de história mais ou menos desenvolvidas que nos levam a vaguear com frequência por terras imaginárias de antigamente, há ainda direito a ilustrações fantásticas que são uma das partes importantes de cada um destes livros e que continuam, como naquela altura, a cativar-me a vista.

O encanto destes livros em pleno 2013 é simples: é retro (que é uma expressão fixe para velho) e tem o seu quê de nerd (adjectivo com que me identifico sem problema). Além disso, para quem não tem tablets ou portáteis realmente portáteis, são uma excelente companhia para as viagens de Inter-Cidades Faro-Pragal.

3 comentários:

  1. Cheguei a ter alguns, mas à pouco tempo tive a triste ideia de os vender -.-' O que gostava mais era um de um Samurai que agora não me recordo do nome.

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    1. Talvez fosse o "A ESPADA DO SAMURAI"?

      Como alguém que anda no mercado a comprar, não posso dizer que tenha sido uma ideia infeliz. Mas, de facto, são pequenas "pérolas" do passado estes livros. :)

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    2. Estive para dizer que era esse, mas não tinha a certeza.

      O pior é que agora gostava de os ter outra vez :P

      Talvez procures por eles no sítio onde os vendi e ainda estejam lá alguns ;)

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