terça-feira, 8 de julho de 2014

Carcassonne - Aquele que já se tornou um clássico obrigatório


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Desta vez, venho-vos falar de um clássico dos jogos de tabuleiro. Daquele género de clássico que já foi jogo do ano há mais de uma década e continua a dar cartas, a lançar dados e a realizar campeonatos nacionais e mundiais todos os anos. Este já é um clássico e um dos preferidos de todos. Hoje falo-vos de (introduzir rufar de tambores) Carcassonne.

O Carcassonne é comercializado em Portugal pela Devir, com tradução em português, e pode ser encontrado à venda na FNAC, na Livraria Bertrand e noutras lojas que podem pesquisar através da procura no site. Também pode ser encomendado directamente através do site da loja da Devir.

O original

Este jogo, para 2 a 5 pessoas, não tem um tabuleiro propriamente dito com que começar a jogar, tem antes um conjunto de peças de tipologia variada que se vão colocando na mesa de forma a construir algo semelhante a um mapa, e cada jogador tem à sua disposição 7 bonequinhos para ir marcando pedaços do mapa e um outro bonequinho que servirá como marcador de pontuação no tabuleiro de, adivinharam, pontuação. As peças “mapa” podem representar partes de cidade, partes de caminho ou claustros (mais propriamente, ermidas, mas na tradução ficou claustros e até agora ninguém além de mim parece estar muito preocupado com a terminologia…). Algumas peças têm componentes de cidade e componentes de caminho em simultâneo. Além das componentes de construção, a maioria destas peças “mapa” têm uma significativa área relvada que serve para construir quintas (se bem que imaginárias, porque não têm qualquer representação gráfica ou física no jogo). Uma vez que o não tem um tabuleiro fixo (excepto o de contagem de pontos e que só serve para uma pessoa não se perder) a sua dinâmica de jogo funciona ao estilo Dominó, em que cada jogador tira à sorte uma peça da pilha de peças disponíveis e tenta depois encaixá-la nas peças já dispostas em jogo de forma a que o desenho resultante seja coerente. Ou seja, um jogador que tirar uma peça com componente caminho terá que a colocar no “mapa” continuando um caminho já existente. Após a sua jogada, cada jogador poderá reivindicar uma componente da sua peça, colocando nela um bonequinho da sua cor. A contabilização de pontos por cada cidade, caminho ou claustro é feita no momento da finalização da sua construção e o bonequinho marcador volta para o jogador para poder ser usado novamente. O jogo acaba quando acabarem as peças “mapa” e as construções inacabadas e as quintas são contabilizadas apenas neste momento. Ganha o jogador que somar mais pontos.


Agora, porque é que este jogo é um espetáculo?* Este jogo é bastante interessante porque as nossas oportunidades vão mudando à medida que o “mapa” vai sendo disposto pelos vários jogadores. Por isso, além de um jogo de estratégia na colocação de peças e marcadores de construção, é também um jogo de sorte, em que, a cada peça nova, podem surgir alianças ou querelas com um jogador em particular. É claro que, por ser um jogo “todos contra todos”, às vezes permite o aparecimento do método “se eu não ganho, tu também não ganhas” em que um jogador que se vê sem hipótese de vencer passa a ter como objectivo impedir que outro jogador consiga pontuar – e esta é uma das muitas maravilhas de jogar com um grupo de amigos de longa data…

Apesar de ser um jogo que, ao contrário dos anteriormente apresentados, requer um pouco mais de atenção e planeamento, a verdade é que, depois de dominado, tanto pode ser um jogo familiar, para maiores de 8 anos, que reunirá a família de miúdos e graúdos durante uns bons 60 minutos, como pode ser um jogo de saudável disputa e paródia entre amigos, que não olharão a meios para ganhar ou para desgraçar o jogo do vizinho, se possível.



*Na minha opinião em particular, este jogo é muito fixe, porque eu sei fazer quintas muito bem e como as quintas só são contadas no final e normalmente ninguém repara que o marcador lá está, acabo por conseguir um grande boost de pontos e ganhar o jogo. :P 


Mara Beldroegas

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