terça-feira, 1 de julho de 2014

Raj ou Como coleccionar ratos nunca pareceu tão bem


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Um dos mais recentes gostos adquiridos deste espaço é a actividade de jogar em grupo e em 3D, que tem por base aquele conceito de convívio humano directo de que ainda ouvimos falar no início da nossa infância, os jogos de tabuleiro. Embora muita gente gira e jovem opte hoje por uma coisa extraordinária que é juntarem-se no mesmo espaço para jogar em conjunto via internet, cada um no seu computador e que representa uma evolução do primitivo “vou só ligar-me à net e jogar com outras pessoas a partir da cave dos meus pais, onde não vou precisar de estabelecer qualquer tipo de contacto social ou emocional”, a verdade é que muita outra gente igualmente jovem e gira (eu diria que é até mais gira, mas isso ia soar preconceituoso, por isso, façam de conta que não leram esta parte…) está a aderir em massa a este movimento revivalista de jogar frente-a-frente jogos de tabuleiro e jogos de cartas.

Como neste momento, e depois da incubação de vários meses no Grupo de Jogos de Tabuleiro de Faro, aqui os “Jes” estão a revolucionar São Brás de Alportel com o seu próprio grupo de jogos de tabuleiro local (para dinamizar um conselho do interior e permitir o acesso cultural àqueles que não se podem deslocar ao pólo de Faro para jogar – inserir música de campanha eleitoral para maior impacto – fora de brincadeiras, esse é mesmo o objectivo real e sério do grupo) vamos começar a partilhar convosco aquilo que temos por cá.

Abrindo as hostes com um entretenimento mais leve, apresento-vos um jogo de cartas que permite até 5 jogadores e idades entre os 8 e os 80.


O Raj é um baralho de cartas de mão definida em que cada jogador possui 15 cartas de valores 1 a 15 para usar como “moeda” durante a partida. O objectivo é acumular pontos e para isso é preciso coleccionar o maior número possível de cartas Rato, que dão pontos de 1 a 10, e o menor número possível de cartas Abutre, que tiram pontos entre -1 e -5. Em cada rodada é revelada, à sorte, uma destas cartas especiais e todos os jogadores terão que apostar para a ganhar. As apostas são cegas, como no papel-pedra-tesoura, e são reveladas ao mesmo tempo. Quem tiver a carta mais elevada ou mais baixa leva a carta, consoante seja Rato ou Abutre.


Este é um jogo muito intuitivo que permite aos mais novos jogarem entre si com facilidade e aos adultos fazer um alarido igualmente alegre sobre o resultado das apostas e a sua maior ou menor aptidão para jogar poker. Não é um jogo que exija muito tempo ou concentração, estando mais virado para uma gestão rápida de expectativas e personalidades e para o recurso à memória das cartas que já foram jogadas.
Este jogo simpático é comercializado em Portugal pela Morapiaf e podem adquiri-lo directamente através do site, através do separador comprar do Raj.


Aconselhamos vivamente por ser rápido e intuitivo e excelente para uns minutos de pausa entre outras tarefas.


Mara Beldroegas

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